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GALERIAS ROMANAS DA RUA DA PRATA
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É neste período que o municipium olisiponis vai promover a edificação de importantes edifícios públicos (fóruns, teatros, templos, termas, mercados, etc.), de que estas Galerias, a par com as ruínas do Teatro Romano (localizadas na colina do Castelo), constituem um importante testemunho que ainda hoje persiste, assinalando uma fase de grande expansão urbana. Consequentemente, Olisipo vai conhecer um significativo incremento da sua actividade comercial e mercantil, obrigando a que a cidade encontre respostas na criação de estruturas de apoio a essas mesmas actividades, designadamente a portuária, promovendo-se então a ocupação do esteio onde actualmente se localiza a Baixa. |
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De acordo com a opinião mais recente dos especialistas, a estrutura que é objecto desta apresentação, terá correspondido a uma solução de engenharia adoptada pelos romanos (denominada de criptopórtico), para fazer face à pouca consistência dos solos nesta área ribeirinha da cidade. A este propósito, não será de mais lembrar que Lisboa era então o porto mais ocidental do Império, fazendo a ponte entre o Mediterrâneo e o Atlântico Norte. A estrutura que hoje é possível visitar teria primitivamente, uma dimensão maior que se desconhece, todavia tudo leva a crer que a mesma definiria uma grande plataforma artificial, nivelada, sobre a qual terão sido construídos diversos edifícios. Infelizmente nada restou dessas construções, pelo que apenas é possível conjecturar a possível localização do porto de Olisipo ao longo do rio, a existência de um fórum mercantil, templos, termas, etc. Com o correr dos tempos aquelas construções ruíram e deram lugar a novas construções, apagando a memória das primitivas, mantendo-se contudo, a presença parcial desta infra-estrutura que, ainda hoje, sustenta alguns dos edifícios pombalinos nesta área da Baixa. |
CriptopórticoEmbasamento artificial, em geral parcialmente enterrado, que é constituído por várias galerias abobadadas, dispostas perpendicularmente, por vezes com mais do que um piso. Constitui uma solução de engenharia, muito recorrente na construção romana, para permitir a construção de edifícios em zonas difíceis do ponto de vista topográfico ou geológico, ou apenas para elevar um determinado edifício e destacá-lo relativamente à restante malha urbana de uma cidade. |
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As galerias são constituídas por corredores abobadados, dispostos paralelamente, com cerca de 3m de altura e por 2 a 3m de largura, as paredes são verticais, com abóbadas em arcos de volta perfeita (circular). Estas são intersectadas por corredores perpendiculares, mais estreitos, por vezes com uma altura significativamente inferior (entre 1,2m e 1,5m). Nalgumas galerias existem pequenos compartimentos transversais que, possivelmente, poderão ter sido usados para armazenamentos de pequena monta. Todavia, ao visitar-se o seu interior é possível visualizar a ocorrência de diferentes fases construtivas, às quais correspondem aparelhos construtivos distintos (alvenarias de argamassa e silharia em pedra calcária). Tal facto ter-se-á ficado a dever a possíveis reconstruções ou reformas, cuja contextualização e cronologia não foi ainda possível recuperar, desconhecendo-se igualmente, a altura em que esta estrutura ficou entregue à sua sorte. |
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Os eruditos que então procedem ao seu reconhecimento, entre os quais D. Thomaz Caetano de Bem, são praticamente unânimes ao considerar estar-se perante as antigas Termas Romanas de Olisipo, tese que perdurará quase até finais do séc. XX. Data de 1773 o primeiro levantamento esquemático da sua planta, por Joaquim Ferreira. Ainda que, em 1780 Frei José de S. Lourenço, tenha comparado estas “cryptas” com as catacumbas de Roma. Segundo as descrições então efectuadas, esta estrutura já se encontrava inundada, contrariamente à sua primitiva fase de construção em que a mesma estaria a seco. Essa abundância de água, associada à descoberta de uma inscrição na qual os augustais M. Afranius Euporio e L. Fabius Daphnus dedicam um qualquer monumento a Esculápio (deus romano da medicina), terão de igual modo, contribuído para a interpretação que foi dada à sua funcionalidade. Actualmente, o conhecimento arqueológico acerca deste tipo de estruturas, designadamente a sua tipologia, aproxima-a dos criptopórticos, muito comuns por todo o Império, enquanto solução de engenharia para fazer face a determinadas condicionantes de carácter geológico ou topográfico, ou como forma de destacar determinados edifícios públicos, relativamente à malha urbana de uma cidade, proporcionando-lhes um maior destaque e importância. Uma vez reconhecido o monumento, procede-se ao seu estancamento, provocando uma grande concentração de água, neste espaço que assume então uma nova função – cisterna de abastecimento para as populações locais, que vão proceder à abertura de orifícios nas suas abóbadas e instalação de bocas de poço à superfície, originando o que então ficou igualmente conhecido como “Conservas de Água da Rua da Prata”. Simultaneamente, ao contrário do que sucede na restante baixa pombalina, não é colocada estacaria nesta área, pois, tal como já se referiu, os edifícios são construídos sobre esta estrutura que, desta forma, readquire a sua função primitiva. Aquando da identificação da estrutura, os estudiosos registam a existência de uma enorme fenda que envolve uma das galerias (paredes, chão e abóbada), através da qual as águas que formam os níveis freáticos que correm sob a cidade de Lisboa, engrossados pelos caudais das antigas ribeiras a céu aberto de Valverde (Av. da Liberdade) e Arroios (Av. Almirante Reis), irrompem inundando-a. Esta galeria foi então baptizada como “Galeria das Nascentes”, o que veio também reforçar a tese de se estar perante as antigas termas de Olisipo. Já em meados do séc. XIX, quando se procedia à reestruturação do sistema de esgotos nesta zona e à construção do actual caneiro que desce a Rua da Prata, são identificadas novas galerias, as quais, em 1859, são registadas pelo desenhador José Valentim de Freitas, no âmbito do acompanhamento da obra de que fora encarregue o bibliotecário Francisco Martins de Andrade. Todavia, a construção deste novo caneiro implicou o sacrifício de uma parte desta estrutura, inviabilizando igualmente, o acesso às galerias que se desenvolvem em direcção à Igreja da Madalena, às quais nunca mais se voltou a aceder. De referir ainda que, durante o séc. XIX, as águas que aqui se concentram ganharam fama de curativas e milagrosas, eventualmente fruto da interpretação dada à estrutura no séc. XVIII. Com efeito eram muitos os populares que as procuravam, acreditando que estas seriam a terapia dos males que as afligiam, designadamente problemas de olhos. Aliás ficou famoso o denominado Poço das Águas Santas, localizado na esquina da Rua da Prata com a Rua de S. Julião. As galerias na actualidade...As Galerias Romanas constituem um importante elemento histórico e patrimonial de Lisboa, sendo um dos testemunhos mais relevantes da antiga urbe de Olisipo, afecto à guarda da Câmara Municipal de Lisboa, através do Museu da Cidade. Presentemente continuam a concentrar uma grande quantidade de água proveniente, sobretudo, da fenda existente na denominada Galeria das Nascentes, mantendo-se o criptopórtico parcialmente submerso durante todo o ano. Ao eventual visitante é aconselhada uma boa dose de paciência para aguardar numa fila que, por vezes, se desenvolve ao longo de três a quatro quarteirões, implicando uma espera de cerca de cinco horas. Também o acesso ao seu interior apresenta alguns desafios, pois a entrada é feita através de um alçapão no eixo da Rua da Conceição, entre os carris dos eléctricos, como se ilustra nas imagens seguintes: |
Epígrafe
Consagrado a Esculápio. Os augustais Marco Afrânio Eupório e Lúcio Fábio Dafno ofereceram (o monumento) ao Município. Datada da primeira metade do séc. I, esta inscrição foi encontrada junto às Galerias, cerca de 1770, quando se procedia à reconstrução da cidade, encontrando-se hoje no Museu Nacional de Arqueologia. EsculápioDeus romano da medicina e da cura, denominado Asclepius na mitologia grega. Era representado como um homem barbudo, com o ombro direito descoberto, por vezes acompanhado da sua filha Hygia, apoiando-se num cajado (bastão) à volta do qual está enrolada uma serpente, o qual constitui o símbolo da medicina. |
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A proposta de reconstrução tridimensionalA Albatroz Engenharia propôs ao Museu da Cidade a criação de um modelo tridimensional das Galerias Romanas, não só pelo interesse intrínseco desta informação para os estudiosos, mas também porque permite divulgar ao público um vestígio romano que é difícil visitar in situ. Esta reconstrução será baseada num sensor de medida laser que calcula as distâncias às superfícies à sua volta. Para realizar este trabalho foi necessário instalar de uma estrutura para apoio e deslocamento do equipamento de ensaio. O transporte, instalação e ensaios decorreram enquanto se faziam os preparativos das galerias para os visitantes, uma vez que todo o equipamento de ensaios (incluindo o laser) é seguro para a saúde dos circunstantes e é resistente a ambientes húmidos. |
O que é um laser scanner?Um sensor de varrimento laser (laser range scanner) é constituído por três partes:
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| A extensão que hoje é visitável conta com seis galerias com comprimentos que variam entre os 12m e os 24m, além de algumas câmaras mais pequenas. | |||||||||||||
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A reconstrução virtual proposta por Albatroz Engenharia baseia-se num modelo tridimensional geométrico descrito por pontos com coordenadas (xi,y i, zi) individuais. Estes modelos podem ser observados, rodados, navegados e manipulados em três dimensões. A partir dos pontos tridimensionais é possível gerar as superfícies poligonais que os unem de modo a criar a impressão de paredes, tecto e chão sólidos. Na imagem abaixo ilustra-se à esquerda uma fotografia de uma parede da galeria da entrada. No meio, mostra-se o modelo tridimensional em nuvem de pontos da parede em primeiro plano, destacando-se a cavidade no solo cheia de água (que é representada por uma falha rectangular no chão) e duas pequenas lajes erguidas e encostadas à parede lateral. Finalmente, à direita mostra-se o modelo transformado em superfícies cujos vértices são os pontos medidos. Na operação de passagem dos pontos para as superfícies há uma enorme redução de pontos representados (chamada filtragem), sobretudo em casos como este, em que as superfícies são regulares e quase planas. Consegue-se assim uma representação com superfícies maiores que correspondem melhor à representação humana do espaço e facilitam a computação gráfica dos modelos. Como exemplo, a galeria de entrada foi modelada a partir de 155662 pontos, representados na figura com o modelo completo, enquanto na representação texturada foram utilizados 8474 pontos, ou seja, cerca de 5% do total. |
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Princípios técnicos de criação dos modelos tridimensionaisO princípio de construção do modelo baseia-se na composição de uma sequência de varrimentos a duas dimensões (2D) efectuados por um sensor laser (a figura seguinte procura ilustrar este processo com uma animação à esquerda e os dados de varrimento laser em bruto à direita). Para criar um modelo tridimensional (3D) é necessário deslocar o sensor ou ao deslocar o cenário. Como os cenários em arqueologia têm normalmente dimensões com várias ordens de grandeza superiores às dimensões do sensor laser1, é preferível transportar o sensor embora seja possível efectuar uma reconstrução 3D de ambas as formas. Uma das formas mais acessíveis e flexíveis de deslocar o sensor é utilizar uma plataforma móvel. Esta plataforma pode ser autónoma ou semi-autónoma, mas é crucial registar o movimento e sincronizar a sua posição ao longo do tempo no referencial dos varrimentos do sensor laser. |
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A imagem à esquerda ilustra a deslocação de um sensor laser ao longo de uma secção da galeria ilustrada na figura acima. O laser efectua um varrimento cíclico de 360º, representado a vermelho, à media que avança no eixo da galeria. Cada varrimento é composto por um número elevado de pontos (entre 500 e 1500) e cada ponto é representado pela distância do laser até ao obstáculo mais próximo nessa direcção. É esse mapa de distâncias que se representa na figura da direita, localizando-se o sensor laser no centro da galeria principal, a cerca de 0,7m do solo. Para comparação, a galeria principal tem cerca de 2,3m de altura e a galeria perpendicular à esquerda tem cerca de 1,4m de altura. O laser mede o volume livre à sua volta enquanto o utilizador "vê" as superfícies que limitam esse volume livre. Na análise da animação da direita, torna-se evidente a ampliação do espaço livre da galeria, primeiro para a esquerda, correspondendo ao túnel perpendicular de menor altura, depois para cima correspondendo a uma "chaminé" que na realidade se trata de um poço numa casa da Rua da Conceição. Também são visíveis, no lado direito da galeria, os instantes em que o laser incide sobre um projector de luz alterando a curvatura suave da abóbada. Uma das consequências deste processo de aquisição é a oclusão de todas as superfícies que se encontram por trás dos objectos no cenário. Este fenómeno é observável quando a parede é ocultada por trás do projector na figura seguinte ou nas sombras presentes nos modelos de pontos e superfícies da figura anterior. |
1 Há aplicações laser de reconstrução de objectos, em que o laser está fixo e é o objecto que se desloca (por exemplo: rodar uma estátua para criar um modelo). | ||||||||||||
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O dispositivo experimental que permitiu realizar este modelo encontra-se ilustrado nas figuras abaixo. Trata-se de um monocarril construído com um perfil de alumínio quadrangular, sobre o qual desliza um carrinho com os sensores de aquisição, baterias e um computador para aquisição e interface em tempo real. As medidas são adquiridas, guardadas num sistema de armazenamento e visualizadas em tempo real. Foi possível visualizar in loco, uma primeira reconstrução 3D parcial de diversas galerias ensaiadas, como apresentado nas imagens a seguir. |
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Como funciona o laser scanner?O princípio de funcionamento do laser usado é o de tempo de voo ("time of flight"):
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Modelos tridimensionais parciaisUma vez adquiridos os dados em varrimentos bidimensionais, como ilustrado na figura acima, torna-se necessário juntar os varrimentos para gerar um modelo tridimensional. Para tal, é necessário medir o deslocamento do sistema ao longo do cenário recorrendo a sensores auxiliares. Para minimizar os erros do processo de medição, prefere-se o uso de percursos rectilíneos ou, como no caso das Galerias Romanas, de justaposição de percursos rectilíneos perpendiculares. Noutros cenários, outros percursos seriam preferíveis apesar do eventual aumento dos erros de localização. O modelo tridimensional de uma secção da galeria de entrada está apresentado na próxima figura: |
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Note-se que:
Este modelo tridimensional pode ser representado e explorado em três dimensões usando as ferramentas adequadas. Uma das formas de descrever o espaço é a linguagem VRML - Virtual Reality Modeling Language que é usada no exemplo seguinte. Este exemplo foi construído a partir dos dados apresentados anteriormente, depois de reduzido o número de pontos e criadas superfícies planas que unem os vértices adjacentes. No modelo com superfícies, é bem visível uma diferença clara entre a realidade projectada e a realidade reconstruída: enquanto os modelos projectados são formados por superfícies regulares com arestas rectangulares e superfícies planas, a reconstrução incorpora todas as pequenas irregularidades do espaço (contaminadas por algum erro de medição), transmitindo uma ideia mais fiel do que se encontra edificado. Os dados aqui reproduzidos em VRML podem ser transpostos para programas de Computer Aided Design (CAD) para posterior análise e manipulação por arquitectos, engenheiros civis e arqueólogos. Com programas especializados é possível criar modelos de arquitectura e combinar os edifícios existentes com elementos virtuais, quer aqueles que existiram no passado e entretanto desapareceram, quer aqueles que resultam de novos projectos e ainda não estão construídos. |
Caracterização de um laser scannerUm sensor de varrimento laser (laser range scanner) é caracterizado por seis parâmetros principais, que determinam as aplicações a que se destinam. Os três primeiros relacionam-se com o desempenho interno do sensor enquanto os três últimos caracterizam a sua inserção no meio e aplicação envolventes.
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Modelo tridimensional integradoCada percurso está determinado em coordenadas locais (xi, y i, zi) e é necessário transferi-las para um referencial comum de modo a construir um modelo geral das galerias. Esta operação chama-se registo ou integração de modelos. No modelo das galerias romanas foram feitas em nove processos de aquisição de dados distribuídos por seis galerias. A coordenação de coordenadas foi feita a partir da análise de concordância da representação de pontos em partes comuns de processos de aquisição diferentes. A imagem seguinte mostra a sequência de aquisição, começando pela galeria da entrada na rua da Conceição. No modelo final (acima representado em planta), as galerias 5 e 6 não foram incluídas porque as condições de saturação de humidade e o equipamento de bombagem presente no local não permitiram uma modelação com qualidade suficiente. |
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Outras aplicaçõesMais do que a visualização de dados, esta nuvem de pontos num referencial tridimensional permite cálculos numéricos sobre comprimentos, áreas e volumes. Um laser scanner pode ser usado em pedreiras, escombreiras, aterros e outros volumes exteriores de grandes dimensões para determinar o volume da massa presente, ou, correspondentemente, calcular o volume que foi retirado. No controlo de qualidade de obras públicas, um laser scanner permite medir distâncias de guarda, áreas, flechas de vãos. Em sítios arqueológicos, o laser scanner pode ser utilizado no início da exploração para criar um modelo gerado rapidamente que represente em três dimensões o solo, as árvores e edifícios circundantes para prever a localização de caminhos e instalações de apoio. Durante a exploração, a modelação rápida também pode oferecer uma visão actualizada do progresso efectuado e da métrica do sítio. No final, os modelos de tridimensionais podem ser combinados com fotografia e vídeo para criar produtos multimédia que ajudem à divulgação do sítio.. Na arquitectura de reconstrução, os modelos dos edifícios existentes podem ser usados como base de projecto, sobre o qual se acrescentam os elementos a retirar e a acrescentar. |
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Uma forma alternativa de visualizar os modelos criados, quer individuais quer integrados, é criar nuvens de pontos animadas, observadas segundo diferentes ângulos de visão, como ilustrado nos dois filmes seguintes. |
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Estes modelos, podem ser enriquecidos ao "colorir" cada ponto da nuvem de acordo com diferentes propriedades associadas aos objectos e ao cenário envolvente. Por exemplo: o nível de reflectância (quantidade energia reflectida pelo feixe do laser incidente no objecto), a cor visível aos olhos humanos, ou outras propriedades específicas como a temperatura das superfícies radiantes no cenário. É também possível criar efeitos adicionais através de focos de luz, resultando em zonas iluminadas e sombras, tornando ainda mais realista o cenário. Finalmente, apresenta-se uma animação com o modelo integrando quatro galerias. As galerias 5 e 6 não estão incluídas neste modelo porque as condições não permitiram alcançar um modelo com qualidade suficiente para se integrar com os demais. Além destas duas galerias, faltam na reconstrução mais três câmaras menores: uma câmara no extremo sul da galeria 1 (a galeria da entrada), uma câmara pequena no extremo norte da galeria 3 (paralela à galeria 1 e chamada "galeria das nascentes) e um "tanque" localizado entre as galerias 5 e 6. |
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Agradecimentos e referênciasA Albatroz Engenharia agradece ao Dr. António Marques e a toda a equipa do Museu da Cidade as facilidades concedidas para criação do modelo e o esmero que puseram nos textos sobre história constantes desta página. Autoria das imagensPor omissão, as imagens são propriedade de Albatroz Engenharia, S.A., excepto os logotipos que são propriedade das respectivas marcas ou instituições. Albatroz Engenharia agradece a disponibilidade de fotografias de outros autores, que estão identificadas. Modelos VRMLSe tiver necessidade de um cliente de VRML para ver os modelos tridimensionais, sugere-se o Cortona VRML client, que é gratuito. |
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